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Caso do serial killer mostra que PC funciona bem, quando quer

À medida que o tempo passa – e nem demora tanto assim- a Polícia Civil vai tecendo a longa teia de crimes do serial killer Albino Santos de Lima, 42 anos. Já são oito pessoas que teriam sido mortas por ele, diz a PC.

Valeu até uma declaração do governador Paulo Dantas, exaltando os trabalhos de investigação.

Porém, como apenas os elogios são perigosos, é preciso registrar as críticas.

O assassinato de Alan da Casal completa 5 dias. A Polícia Civil sabe quem é o mandante. E ele permanece solto.

Também a PC foi bastante pressionada a não se mexer no caso Adriano de Farias. Demorou 5 meses para concluir o inquérito e apontar os mandantes do crime.

“Quem cometer crime vai ter de pagar, seja quem for”, chapiscou Paulo Dantas. O mundo real, porém, vai além das palavras. E a PC alagoana confirma a própria história: é fortemente influenciada pelo contexto sócio-político local.

Se fosse o contrário, teríamos a mesma celeridade como no caso do serial killer. Se ele fosse bem relacionado nos poderes alagoanos, talvez nem conhecêssemos os detalhes mórbidos. Teríamos o silêncio, também registrando covardia ou conveniência.

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