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Caso Davi vira ‘marca registrada’ de Alagoas e desafia Renan Filho

Nas próximas semanas, será divulgado o resultado do exame de DNA do corpo encontrado no dia 13 de agosto, na Serraria.

A expectativa é que seja do jovem desaparecido Davi da Silva.

Ele sumiu em 25 de agosto do ano passado após uma abordagem da rádio patrulha, no Benedito Bentes.

Foi posto em uma viatura. E nunca mais visto.

Militares são acusados de torturar, matar e esconder o corpo do jovem.

Em tempos de virtuosismo na segurança pública, o caso Davi é uma mancha.

A Corregedoria da Polícia Militar não se pronuncia; o Comando da PM evita tocar no assunto e a Secretaria de Segurança Pública prefere esperar.

E o processo entra nos tribunais para um dia ser julgado.

E será mais um em que militares são citados em crimes.

No Rio de Janeiro, PMs foram flagrados forjando a cena do assassinato de um jovem. Abriu-se investigação.

Aqui, há três anos atrás, militares usaram arma de choque contra jovens rendidos.

As imagens rodaram o Brasil e o mundo. E os PMs foram inocentados.

O caso Davi tem a marca de Alagoas. A vítima é transformada em bandido.

E bandido é qualquer um que reclame das abordagens violentas da polícia.

A mãe de Davi foi baleada, o primo ameaçado de morte. Não existem coincidências demais num assassinato tão emblemático?

A dignidade da Segurança Pública está posta em jogo.

E há uma responsabilidade maior que a passividade e o silêncio. A apuração rigorosa envolvendo todos os lados- sem distinção.

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