Caso Daiane: Polícia encontra corpo em mata e prende síndico

Após 42 dias de incertezas e angústia, o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, teve um desfecho trágico na madrugada desta quarta-feira (28).

A Polícia Civil de Goiás localizou o corpo da vítima em uma região de mata em Caldas Novas, no sul do estado.

O encontro do cadáver foi viabilizado pelo próprio síndico do condomínio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, que levou os investigadores até o ponto exato da desova.

A reviravolta no caso resultou na prisão imediata de Cléber e de seu filho, ambos suspeitos de participação direta no homicídio.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) e pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), a dupla foi detida ainda durante a madrugada, logo após a indicação do local onde o corpo estava escondido.

O mistério do elevador e o apagão de dados

O crime, que chocou a comunidade local, teve início no dia 17 de dezembro do ano passado. Naquela data, Daiane foi vista pela última vez pelas câmeras de segurança do Condomínio Amethist Tower.

Os registros mostram a corretora entrando no elevador e descendo até o subsolo do edifício com um objetivo cotidiano: verificar uma queda de energia elétrica em seu apartamento.

Embora as imagens tenham capturado Daiane conversando brevemente com um vizinho e com o porteiro, a perícia identificou uma lacuna crucial na linha do tempo.

Houve um corte de exatamente dois minutos nas gravações do circuito interno no exato momento em que a corretora retornava ao subsolo.

Antes de desaparecer, Daiane gravava o trajeto com seu celular para enviar a uma amiga, mas o último vídeo, gravado já na área técnica do prédio, nunca chegou a ser transmitido.

Postura colaborativa era disfarce

Até o momento da prisão, o síndico Cléber Rosa de Oliveira mantinha uma postura que não levantava suspeitas imediatas perante o público, colaborando com as autoridades e negando veementemente qualquer irregularidade ou envolvimento no sumiço da moradora.

No entanto, o avanço do trabalho de inteligência das polícias integradas desarticulou a versão do suspeito, culminando na confissão do paradeiro do corpo.

O inquérito policial permanece sob sigilo. Agora, os investigadores aguardam a finalização dos laudos periciais para determinar a causa exata da morte e esclarecer a motivação por trás do crime.

O envolvimento do filho do síndico e o papel de cada um na execução e na ocultação do cadáver seguem sendo os pontos centrais da fase final da investigação.

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