Caso Amarildo: MP denuncia mais 12 PMs por tortura

O MP pediu a prisão preventiva, que já está decretada pela Justiça, de três PMs: o sargento Reynaldo Gonçalves, o sargento Lourival Moreira e o soldado Wagner Soares do Nascimento, denunciados por tortura, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Os outros 12, por enquanto, responderão em liberdade. A Justiça avaliará a participação direta de casa um deles no crime e não está descartado o pedido de prisão.

Destes outros 12 novos PMs denunciados, oito foram enquadrados no crime de por tortura na modalidade omissão, de acordo com o MP, por estarem dentro do contêiner por ordem do tenente Luiz Medeiros, braço direito do então comandante da UPP da Rocinha, o Major Edson Santos. Ambos estão detidos e foram transferidos para o presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro.

Outros quatro PMs, que tiveram papel de vigia do local (UPP da Rocinha) para que o processo de tortura do auxiliar de pedreiro ocorresse em qualquer tipo de interferência externa, serão denunciados pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver. As novas denúncias por parte do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro foram feitas com base em cinco depoimentos considerados contundentes pelo Gaeco e por uma prova técnica – uma escuta telefônica.

No total dos 25 policiais que agora constam no inquérito do MP, todos irão responder pelo crime de tortura – oito deles por omissão. Dezessete deles foram denunciados por ocultação de cadáver e outros 13 por formação de quadrilha armada.

“Outros moradores relataram abusos de autoridade e lesões corporais. A partir daí indiciamos também por formalção de quadrilha armada”, explicou a promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho. Um total de 22 testemunhas relataram ao MP/Gaeco os mecanismos de tortura que ocorriam dentro da maior favela do Brasil – Amarildo, totalizando 23 vítimas no total, teria sido o único a falecer.

Quatro PMs foram acusados ainda de fraude processual. As penas para os casos variam de nove anos e quatro meses a 33 anos de prisão.

O sumiço de Amarildo

Amarildo sumiu depois de ser levado por PMs para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade. O ex-comandante da unidade sustentou que o pedreiro foi ouvido e liberado, mas nunca apareceram provas que mostrassem Amarildo saindo da UPP, pois as câmeras de vigilância que poderiam registrar a saída dele não estavam funcionando. Dez PMS foram presos e serão julgados por tortura seguida de morte e ocultação de cadáver.

Fonte: Terra

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