Os primeiros levantamentos realizados pela Controladoria Geral da União e a Polícia Federal não apontam o envolvimento do secretário Estadual de Educação e vice-governador Luciano Barbosa no esquema de superfaturamento na contratação de empresa para transporte escolar, com prejuízos que podem chegar a 20 milhões de reais.
13 pessoas foram presas, entre elas servidores da secretaria e da empresa Bioética, uma das responsáveis pelo transporte escolar.
“Há uma cadeia de atos, mas no momento não temos nada que vincule o ato ao gestor máximo da unidade nas irregularidades. A investigação está em curso e os mandados de busca e apreensão servirão para a coleta de dados e documentos que ajudem nas investigações”, disse, ao Alagoas 24 horas, o chefe da CGU em Alagoas, Moacir Rodrigues de Oliveira.
“Quando o material chega até a mesa do secretário, pronto para a assinatura, e tem o respaldo dos técnicos dizendo que ele pode fazer aquilo. Pode haver uma responsabilidade administrativa, mas para responsabilidade penal, precisa de mais elementos”, disse ao site o chefe da Delegacia de Repressão ao Crime organizado da PF em Alagoas, Everton de Oliveira Manso.
Os desvios foram detectados os recursos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação Básica (Fundeb).
