Casal de portugueses é preso por estelionato e corrupção ativa

O Globo

Os portugueses Natanael Vieira Marques, de 21 anos, e Isabel Vitoreira Bartolomeu, de 18 anos, foram presos nesta segunda-feira, numa casa no bairro Monte Castelo, em Volta Redonda, município do Rio de Janeiro. Eles vendiam roupas compradas na Rua 25 de Março, em São Paulo – lugar conhecido pela concentração de vendas de produtos copiados de marcas famosas -, como se fossem autênticos. O casal foi denunciado por uma mulher que comprou do casal R$ 1,5 mil em roupas. A vítima fez uma transferência bancária (DOC) em nome de Natanael.

A vítima desconfiou da procedência das roupas e, ao colocar o nome de Natanael no Google, descobriu que ele está em liberdade provisória. Em maio deste ano, ele foi preso em Minas Gerais, após vender roupas ao prefeito da cidade de Passa Bem, José Lourenço.

“Na época, Natanael e Isabel venderam R$ 400 reais em roupas para o prefeito. Ele falsificou o cheque aumentando o valor para R$ 1,4 mil. Natanael foi preso, e Isabel, encaminhada para o Juizado da Infância e Juventude, porque tinha apenas 17 anos. A Justiça mineira concedeu liberdade provisória a Natanael para que ele respondesse o processo em liberdade, mas com uma condição dele não sair do Estado de Minas Gerais”, explicou o delegado titular da 93ª DP (Volta Redonda), Antônio Furtado.

Já o delegado adjunto Márcio Leandro Figueiroa foi quem prendeu o casal. O policial foi procurado pela mulher que comprou as roupas dos acusados, que tinham deixado com ela o endereço onde estavam hospedados no bairro Monte Castelo, caso outras pessoas interessassem também em comprar com eles.

Ao abordar do casal, eles contaram ao delegado que enganavam os clientes dizendo que vieram de Portugal e que compraram as roupas de marca num feira de modas, em São Paulo. Figueiroa explicou que, ao dar voz de prisão aos dois, Natanael ofereceu a ele roupas, como jaquetas e camisas sociais, para não ser preso.

“Por isso, indiciei o casal por estelionato e corrupção ativa”, disse o delegado Figueiroa.

O policial acredita que os dois acusados integrem uma quadrilha formada por portugueses que estão no Brasil, aplicando o mesmo tipo de golpe. O delegado Antônio Furtado disse que o juiz poderá expulsar do país ou mantê-los presos Brasil.

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