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Caroline De Toni rejeita Valdemar e rompe com o PL

O tabuleiro político de Santa Catarina sofreu um abalo sísmico nas últimas horas com a decisão da deputada federal Caroline De Toni de deixar o PL.

Segundo apuração do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a parlamentar comunicou diretamente ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, que não aceitará as ofertas do partido para desistir de sua pré-candidatura ao Senado e pedirá desfiliação.

O rompimento é o desfecho de uma queda de braço interna sobre as vagas na chapa do governador Jorginho Mello, que buscará a reeleição.

Valdemar tentou convencer De Toni a aceitar um “plano B”: ser a candidata a vice de Jorginho ou, em outra proposta, assumir a liderança do PL na Câmara em 2027, caso optasse por concorrer novamente a deputada. Caroline, no entanto, foi irredutível em sua ambição de chegar ao Senado, sentindo-se preterida pelas negociações de cúpula.

O nó da questão envolve um acordo macro político entre o PL e o Progressistas (PP). Valdemar pretende entregar uma das vagas ao Senado na chapa catarinense para o veterano Esperidião Amin (PP-SC), como parte de uma aliança maior que incluiu o recente desembarque do PP do governo de Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, para apoiar o PL.

Com a outra vaga já carimbada para Carlos Bolsonaro, Caroline ficou sem espaço na legenda, apesar de o governador Jorginho Mello ter declarado publicamente apoio ao nome dela.

A saída de Caroline De Toni abre um leilão por seu passe político. A deputada revelou a interlocutores que possui convites de seis partidos para disputar o Senado: MDB, PSD, Novo, PRD, Avante e Podemos.

Embora ainda não tenha batido o martelo sobre o novo destino, a parlamentar já começou a avisar lideranças catarinenses sobre sua partida, evidenciando que a intervenção de Valdemar no diretório estadual para garantir a vaga de Amin foi a gota d’água para o fim da relação com o 22.

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