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Caos dos golpistas ocultam problemas reais do Brasil

Uma das situações vinculadas aos comportamentos das extremas intencionalidades políticas, dos golpistas e fundamentalistas brasileiros, é manter a centralidade dos debates na beira do caos, deixando fora todas as pautas que tratam dos dramas sociais da vida real brasileira, que são consequências das desigualdades incorrigíveis do sistema capitalista.

Sim, até parece que os problemas do Brasil estão resumidos às perseguições ao ministro Alexandre de Moraes, às lágrimas de crocodilo do Jair Messias, traições da pátria do Eduardo Bolsonaro (que segue lesando cofres públicos do país), chiliques da Michele e descontrole emocional do Malafaia, que aproveitou para mostrar a quantas andas o vocabulário dos religiosos ligados ao grupo da famílicia.

Mas todos estes acima citados se encontram em situação econômica privilegiada.

Pertencem a camadas altamente beneficiadas por algum tipo de poder, por mais que sejam taxados pejorativamente.

A vida real segue esquecida pela política, pela mídia, pelo próprio povo; que ainda assume a vez da briga na base larga da pirâmide.

A materialidade custosa da vida no país, as questões de moradia e desafios urbanos, segurança pública e convívio, educação e saúde para quem precisa de assistência pontual e tem garantias constitucionais que induzem ao recebimento justo, mas não se aplicam na prática, entre outras temáticas válidas para a concretude existencial, não importam mais.

Governadores temáticos e prefeitos ausentes, autoritários, agradecem pela invisibilidade e seguem saqueando cofres, culturas e mentalidades, porque ficou muito mais fácil para eles fazer o mínimo e o pior, quando políticas reais não são pautas de debates em nenhuma esfera.

Este é o propósito dos saqueadores da democracia, afastar o povo da condução política, como se isso não tivesse consequência sobre a materialidade da vida. Gozar benefícios entre si e retirar perspectivas das coletividades, até que o país possa ser resumido a eles mesmos, e os demais a meros eleitores, até que consigam efetivar o golpe supremo de impor uma ditadura.

Todos os segundos ocupam telas, mentes, diálogos ou brigas. Como se apenas eles importassem. Entram no café da manhã, almoço e jantar. Ganhando ou supostamente perdendo, aplicam sua metodologia com êxito.

O país já não discute a si mesmo. Discute sobre eles.

Nunca ficou tão próxima de nós a frase “se houver amanhã” considerando o rumo político da nação.

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