Em dois meses de campanha nas ruas, os candidatos a prefeito de Maceió gastaram pouco mais de R$ 3 milhões (exatos R$ 3.058.112,17). Verba, em sua maioria, para carros de som ou os programas eleitorais na TV e rádio. Há também um batalhão de pessoas que trabalham para os candidatos Ronaldo Lessa (PDT) e Rui Palmeira (PSDB)- conforme eles atestam em suas declarações parciais de gastos, entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Líder nas pesquisas, Rui Palmeira é o maior gastador da campanha à Prefeitura da capital: exatos R$ 1.387.718,34. Chama a atenção a compra de combustível (há registros de R$ 20 mil) e doações a candidatos a vereador (também registros de até 20 mil).
Em uma gráfica, Rui declarou ter gasto R$ 149.980,10- o maior de todos os desembolsos, feitos de uma única vez.
Ronaldo Lessa vem logo atrás nos gastos com uma pequena diferença: exatos R$ 1.011.156,33. O maior dos desembolsos- e uma única vez- para gravação em programas de TV: R$ 300.000,00. Mais R$ 113 mil em doações a candidatos a vereador- R$ 113 mil desembolsados em uma única vez, além de gastos com combustível.
E o ritimo financeiro da campanha não está apenas com Rui ou Lessa. O presidente da Câmara de Vereadores, Galba Novaes (PRB), gastou quase R$ 300 mil em sua campanha. Exatos: R$ 299.467,50. O deputado estadual Jeferson Morais (DEM) vem logo em seguida, com R$ 247.976,50.
Nadja Baía declarou ter gasto, nestes dois meses, R$ 75.378,54; Sérgio Cabral (PPL), R$ 15 mil. E, na lanterna, Alexandre Fleming (PSOL), R$ 3 mil.
Com apenas dois meses de campanha nas ruas, os candidatos a prefeito e a vereador pelo país gastaram R$ 975 milhões para conquistar votos do eleitorado.
Essas despesas devem chegar a cerca de R$ 3 bilhões ao fim do segundo turno, em 28 de outubro.
Essa previsão representa um aumento de 33% nos gastos da campanhas em relação às eleições municipais de 2008 (R$ 2,2 bilhões). Nesses dois meses, foram desembolsados, por exemplo, R$ 22,3 milhões na produção de jingles e vinhetas; R$ 45 milhões para contratar carros de som; R$ 3,7 milhões em fogos de artifício e rojões; e R$ 2,2 milhões para contato de telemarketing.







