Consultoria contratada pelo Governo avaliou o valor da terra nua à beira das águas do Canal do Sertão, nos trechos 1, 2, 3 e 4.
E o resultado é decepcionante.
1 hectare custa entre R$ 3.768,58 e R$ 4.130,39, um valor não apenas baixo mas também pouco atraente para qualquer grande investidor.
Porque a água – sozinha- não traz a tão sonhada prosperidade que as campanhas eleitorais sempre cantam.
Em especial para uma região cercada pela miséria; mantida pelas aposentadorias do INSS e Bolsa Família (ambos programas federais); mão de obra desqualificada, de baixa escolaridade e; projetos precários, serviços e infraestrutura precários.
Existe outro problema: o Canal do Sertão tem muitos chefes no Governo: a Casal e as secretarias de Infraestrutura, Recursos Hídricos e Governo.
Quem paga a conta da água? A Casal, mas que tem dificuldade de cobrar dos captadores. Quem paga as medições, consultorias e outros detalhes? A Seinfra. Mas quem quer mandar? A Segov.
Diante disso, o Ministério Público Estadual reuniu ontem (29/1) todos estes atores.
Disse o promotor Kleber Valadares:
“Realizamos uma reunião para tratar da gestão do canal do sertão, a necessidade de serem estabelecidos os parâmetros e as atribuições da Casal, da Segov e da Semarh, no que se refere ao cadastramento com efetividade dos usuários. Tratando, também, a respeito das emissões de novas autorizações de uso da água do canal, do cronograma para realização dos cadastros, bem como da definição do papel da Casal enquanto intermediária. Além de ter sido pactuada a necessidade de um encaminhamento de informações sobre a aquisição de um terceiro conjunto elevatório, ou bomba, para funcionamento do canal”.




