O avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto trouxe um alerta inusitado para o núcleo estratégico de sua pré-campanha à Presidência.
Segundo apuração do analista Caio Junqueira, da CNN Brasil, o maior receio dos aliados não reside na força eleitoral de Lula (PT), mas sim no surgimento de um “fato novo” provocado por apoiadores radicais.
O medo é que um ato isolado de “irracionalidade” cause um desgaste de imagem irreversível, com potencial de danos superior até mesmo aos esperados ataques sobre o caso das “rachadinhas” ou conexões com milícias no Rio de Janeiro.
A principal referência para esse estado de alerta é o episódio protagonizado pela deputada Carla Zambelli na véspera do segundo turno de 2022. Na ocasião, a parlamentar perseguiu um homem com uma arma em punho em uma rua de São Paulo, imagem que viralizou rapidamente.
O núcleo bolsonarista ainda atribui a esse evento a perda de votos decisivos entre o eleitorado de centro nas horas finais daquela disputa, o que teria garantido a vitória de Lula.
Outro caso frequentemente citado em reuniões internas é o de Roberto Jefferson, que reagiu a tiros contra agentes da Polícia Federal.
A preocupação da campanha, entretanto, ultrapassa figuras políticas conhecidas.
Há um monitoramento constante sobre o comportamento de cidadãos comuns com perfis radicalizados, cujas ações individuais possam gerar fatos políticos negativos e incontroláveis.
A avaliação da equipe de Flávio Bolsonaro é pragmática: como a eleição deve ser decidida novamente pela fatia moderada e central do eleitorado, qualquer erro de conduta ou explosão de violência por parte de apoiadores é visto como um risco fatal para a estratégia de retorno ao poder.









