O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu uma nova missão estratégica para um de seus ministros mais bem avaliados: Camilo Santana, titular da Educação, passará a coordenar os palanques do governo federal na região Nordeste.
A movimentação, antecipada pelo jornalista Gustavo Uribe, da CNN Brasil, ocorre em um momento em que pesquisas internas ligam o sinal de alerta no Palácio do Planalto devido ao crescimento da oposição em redutos historicamente petistas.
Camilo anunciou oficialmente nesta segunda-feira (19) que deixará o comando do Ministério da Educação (MEC) para mergulhar nas articulações eleitorais.
Eleito senador em 2022 e com mandato garantido, o ex-governador do Ceará terá como principal objetivo reverter o desgaste dos atuais gestores estaduais do PT e fortalecer a imagem de programas sociais federais, como o “Pé de Meia” e o “Gás do Povo”, junto ao eleitorado nordestino.
A escolha de Camilo não é por acaso. Em 2022, o desempenho eleitoral no Ceará e na Bahia foi determinante para a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro no segundo turno. No entanto, o cenário atual é de incerteza:
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Bahia: O governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem aparecido em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto frente ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
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Ceará: O atual governador Elmano de Freitas (PT) figura tecnicamente empatado com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), o que gera instabilidade no berço político de Camilo.
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Rio Grande do Norte: O partido enfrenta dificuldades para emplacar o nome do secretário Cadu Xavier, que ainda não apresentou crescimento expressivo nas sondagens eleitorais.
O “Plano B” no Ceará
Embora o foco inicial de Camilo seja a coordenação política e a interlocução partidária, os bastidores do Palácio do Planalto já ventilam uma alternativa extrema. Caso Elmano de Freitas não consiga se descolar de Ciro Gomes nas pesquisas, não se descarta a possibilidade de o próprio Camilo Santana disputar novamente o governo cearense.
Até o momento, o presidente Lula refuta publicamente essa substituição, mantendo a aposta na recuperação da popularidade de Elmano. Contudo, a saída de Camilo do MEC sinaliza que o governo está disposto a sacrificar a estabilidade de um ministério técnico para garantir a sobrevivência política no Nordeste, região que se consolidou como o principal pilar de sustentação do petismo no país.








