A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió decidiu que vai acabar com a verba de enxoval, que paga R$ 30 mil/ano a cada vereador para a compra de roupas para as sessões legislativas.
Na atual gestão da Câmara, foi paga a primeira parcela, no valor de R$ 15 mil, em janeiro. A segunda parcela, no mesmo valor, está prevista para julho, mas antes disso, a Mesa Diretora espera que o processo legislativo necessário à extinção seja concluído. “A ajuda de custo foi instituída em lei, e somente um projeto aprovado em plenário poderá extingui-la. Não depende apenas da vontade pessoal do presidente, da Mesa ou de um vereador, mas sim do colegiado”, explicou o presidente da Casa, vereador Chico Filho (PP).
O procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, recebeu o coordenador em Alagoas do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Antônio Fernando da Silva, conhecido como “Fernando CPI”, que denunciou a “imoralidade”, como chamou:
— O pagamento de uma verba de enxoval a vereadores de Maceió é chamar o povo da nossa terra de palhaço — reagiu Fernando.
Jucá estuda abrir uma Ação de Improbidade Administrativa contra os vereadores de Maceió.
A Câmara de Maceió já foi denunciada, no MP, por financiar — com verba de gabinete — shows com bandas de expressão nacional na periferia de Maceió. Além de manter, em seus quadros, funcionários que ocupavam funções inusitadas, como “furadores de papel” e fotocopiadores. Eram mais de 20, operando uma única máquina.
Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no Nordeste, 37,5% da população sobrevivem com o Bolsa Família ou perambulando pelas ruas atrás de esmolas. Em Alagoas, a situação é ainda pior: a cada dois alagoanos, um sobrevive de esmolas ou benefícios federais.








