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Câmara acelera fim da escala 6×1, mas impasse trava decisão

A polêmica escala 6×1, que impõe seis dias de trabalho para apenas um de descanso, parece estar com os dias contados no Congresso Nacional. Com o apoio de setores estratégicos do centrão e um sinal verde da presidência da Câmara, o fim desse modelo de jornada ganhou tração legislativa nos últimos dias.

No entanto, segundo apuração do portal UOL, embora o consenso pelo fim do regime atual seja quase unânime, um novo dilema divide os parlamentares: como será o dia a dia do trabalhador após a mudança e qual será a carga horária final.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), indicou que a pauta deve ser acelerada, mas pregou um discurso de “equilíbrio e responsabilidade”, enfatizando a necessidade de ouvir tanto os trabalhadores quanto os empregadores.

A grande queda de braço nos bastidores não é mais sobre acabar com a escala, mas sim sobre o número de horas semanais que substituirá o modelo atual.

Enquanto a base governista e propostas antigas, como a PEC 148/2015, defendem uma transição para 36 horas semanais em cinco dias de trabalho sem redução salarial, outras alas do parlamento sugerem alternativas menos flexíveis.

Parlamentares influentes, como o deputado Claudio Cajado (PP-BA), confirmam que a extinção do 6×1 é consensual, mas ressaltam que a discussão real agora gira em torno de manter a jornada em 44 horas semanais, redistribuídas em cinco dias, ou reduzi-la para 40 horas.

Esse impasse reflete o receio de setores produtivos sobre o impacto nos custos e na produtividade.

Enquanto o texto da PEC 148 já passou pela CCJ do Senado, o futuro do trabalhador brasileiro depende agora desse ajuste fino.

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