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O governo de Goiás, por meio da sua Controladoria Geral, anunciou nesta quinta-feira que vai fazer uma ampla auditoria em todas as licitações e contratos que o Estado firmou com o Grupo Delta nos últimos cinco anos. A ordem veio diretamente do governador Marconi Perillo (PSDB), que delegou ao controlador-geral, José Carlos Siqueira, a tarefa de conduzir e concluir a investigação em 30 dias.
A ação vai abranger contratos celebrados com a empresa – suspeita de envolvimento com negócios ilícitos do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira – por órgãos e entidades da administração direta e indireta do Poder Executivo estadual, e inclui também as sociedades de economia mista. O Estado vai fazer um levantamento total dos valores envolvidos nos contratos, que tem objetos variados, como locação de veículos e viaturas para a Segurança Pública a equipamentos para obras, como manutenção de rodovias.
Escutas telefônicas divulgadas neste mês mostraram que Perillo pediu um encontro com Cachoeira. O governador admitiu a reunião, mas disse que o bicheiro foi recebido como empresário do ramo farmacêutico. Na terça-feira, o governador disse estar tranquilo em relação a denúncias da influência de Cachoeira no governo de Goiás. “Jamais alguém teria a ousadia de me procurar para tratar de qualquer assunto que dissesse respeito a qualquer tipo de ilegalidade”, afirmou.
Em entrevista coletiva, o controlador-geral José Carlos Siqueira disse que a ação será rígida, ainda que, a princípio, não haja indícios de irregularidades. “Todos (os contratos) gozam de presunção de legitimidade. No entanto, pela continuidade dos questionamentos, o governo de Goiás entendeu que deve auditá-los, para dar uma satisfação a mais à sociedade”, disse.
Segundo o controlador-geral, caso alguma irregularidade ou ilegalidade seja detectada nos contratos, será aberto à empresa um prazo de 15 dias para refutá-las. O relatório definitivo – mencionando todos os contratos – será publicado no site da Transparência do governo de Goiás, e não está descartada a anulação dos contratos que se provarem irregulares.
O anúncio completa outra ação do governo anunciada de manhã, quando o governo instalou o Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção, com o objetivo de formular e aperfeiçoar diretrizes que contribuam para a transparência da gestão de recursos públicos. O Conselho, de 20 membros, que incluem representantes da sociedade civil, também foi anunciado pela Controladoria Geral do Estado.
O Terra tentou nesta noite, sem sucesso, contato com a empresa Delta para posicionamento.








