Um turista norte-americano foi surpreendido ao receber, em um conhecido cabaré de Fortaleza, uma cobrança adicional de 50% identificada como “Tarifa do Trump” em seu recibo. O caso foi divulgado pelo próprio visitante na plataforma X (antigo Twitter) e rapidamente viralizou.
Segundo o relato, o turista consumiu bebidas e serviços como qualquer outro cliente, mas ao receber a nota fiscal, notou o acréscimo inusitado. A referência à “Tarifa do Trump” faz alusão às políticas protecionistas adotadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que em 2018 impôs tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros como aço e alumínio. A brincadeira, apesar de carregada de humor e crítica política, gerou discussões sobre ética comercial e respeito aos clientes estrangeiros.
O cabaré não se pronunciou oficialmente sobre o episódio, mas segundo fontes próximas ao estabelecimento, a cobrança teria sido uma ação pontual, motivada por “sentimento patriótico e revolta econômica” diante das sanções comerciais americanas. Não há registros de que outros clientes tenham recebido a mesma cobrança, o que levantou ainda mais polêmica quanto à legalidade do ato.
Especialistas em direito do consumidor apontam que práticas de cobrança discriminatória, ainda que em tom satírico, não têm respaldo legal. A individualização de preços com base na nacionalidade pode configurar infração ao Código de Defesa do Consumidor, e o estabelecimento está sujeito a fiscalização pelos órgãos competentes.










