Desde a semana passada, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Tutmés Airan, conversa com moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro; técnicos do Serviço de Geologia e; representantes da Braskem, em busca de um acordo para agilizar as indenizações aos moradores dos três bairros.
Airan tenta evitar uma demanda judicial que, além de demorar anos, chegará a 40 mil processos- isto se todos os atingidos pelo fenômeno geológico nos bairros judicializarem a demanda, com a Braskem recusando indenizar os moradores.
A proposta do presidente do tribunal é um acordo coletivo: a Braskem se sensibiliza com os problemas gerados por ela mesma nos bairros e oferta uma proposta, que será negociada com os envolvidos.
É provável que a estratégia dê certo porque neste jogo existem as ações da Braskem negociadas na Bovespa e a imagem no mercado- a Braskem perde dinheiro se esta imagem for arranhada com práticas pouco responsáveis.
A fábrica deve apresentar proposta nas próximas semanas.





