Área na borda do mapa de risco da Braskem e fora das indenizações pagas pela empresa inclui 6 mil imóveis, muitos deles apresentando rachaduras ou afundamento no solo e visitados pelo defensor público Ricardo Melro.
São imóveis não reconhecidos como local de risco, pela Defensoria Pública Municipal.
O cálculo vem através da sobreposição dos mapas do professsor Abel Galindo – que investiga os efeitos da extração do sal-gema no solo da capital alagoana; da Defensoria Pública Estadual e do professor Dilson Ferreira, da UFAL.
No mapa de Galindo, somando as áreas de risco reconhecidas pela empresa e as bordas do mapa, a conta fecha em, pelo menos, 200 mil pessoas atingidas pelo desastre ambiental.
Técnicos de outros estados e países estão sendo chamados a colaborar com estudos no solo de Maceió. Os resultados ainda não são oficiais mas alguns números chamam a atenção: há partes da avenida Fernandes Lima, passando pelo bairro do Farol, que afundaram 2 milímetros. No Mercado da Produção, foram 297 milímetros.
O afundamento no mercado é considerado fora dos padrões de normalidade. Enquanto na Fernandes Lima, a situação não preocupa.
Mas em comum entre os dois fenômenos: continuam os efeitos no solo após décadas de extração de sal-gema.
Também chama a atenção: a área do Mercado da Produção que afundou fica a 900 metros do Palácio República dos Palmares, residência oficial do governador.




