A Defensoria Pública do Estado de Alagoas recebeu novos estudos que confirmam o avanço acelerado do afundamento do solo no bairro do Bom Parto, em Maceió. A informação foi divulgada pelo defensor público estadual Ricardo Melro, que afirmou que os dados, processados de forma independente, comprovam a gravidade da situação. Segundo ele, setores classificados como criticidade 01 já deveriam estar no nível máximo de risco desde dezembro de 2024.
A Defensoria pretende acionar a Justiça para atualizar o Mapa de Criticidade e incluir todos os imóveis do bairro nas áreas de risco, garantindo a realocação das famílias, indenizações e pagamento de danos morais. Melro destacou que há regiões sem qualquer classificação no mapa atual, mas que já apresentam subsidência intensa e contínua, com velocidades de afundamento que chegam a –50 milímetros por ano.
Apesar das evidências, a Defesa Civil Municipal se recusa a interditar os imóveis, alegando que a região está sendo monitorada. Para o defensor, essa postura é insuficiente diante do risco iminente. “Não basta apenas monitorar, tem que retirar as famílias em situação de risco e indenizá-las”, declarou.
A Defensoria ingressou com duas ações civis públicas: uma específica para o bairro do Bom Parto e outra solicitando o retorno do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) a Maceió para retomar os estudos presenciais. A expectativa é que os dados sejam confirmados oficialmente e que a Justiça determine a elaboração de um novo mapa de risco.
Com informações de Ricardo Rodrigues, do jornal Tribuna Independente.








