Brasil reage às sanções dos Estados Unidos em reunião estratégica liderada por Lula

Brasília (DF), 01/07/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento do Plano Safra 2025/26, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em um movimento considerado histórico pelo governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, nesta quarta-feira, uma reunião extraordinária no Palácio do Planalto, reunindo ministros-chave após o anúncio de sanções e tarifas por parte do presidente norte-americano Donald Trump.

A decisão americana de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, além de sanções direcionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, sob alegação de violação de direitos humanos com base na Lei Magnitsky, provocou uma rápida mobilização diplomática por parte de Brasília.

Participaram do encontro os titulares da Fazenda, Justiça, Relações Exteriores, AGU e membros do Judiciário. Segundo interlocutores próximos, o clima foi de firmeza e preocupação, com foco na preservação da soberania nacional e na formulação de medidas de retaliação moderadas.

“O Brasil não aceitará pressões que comprometam seu direito de decidir soberanamente sobre questões internas”, declarou Lula após o encerramento da reunião. O presidente ainda afirmou que o país buscará diálogo com parceiros internacionais e organismos multilaterais para denunciar o que chamou de “abuso comercial travestido de punição política.”

Especialistas apontam que setores como o agronegócio e a siderurgia devem ser os mais impactados. Nos bastidores, já se estuda uma possível revisão de acordos comerciais com os EUA e maior aproximação com mercados alternativos.

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