Dois dias antes dos protestos programados para domingo a pedido do presidente, Bolsonaro estará em Pernambuco com os governadores do Nordeste em reunião na Sudene, segundo a agenda oficial divulgada na noite desta segunda-feira pelo Palácio do Planalto.
Imagens do encontro vão circular nas milícias virtuais. Para mostrar que os governadores apoiam Bolsonaro e seu manual de hospício.
É assim a política.
É a primeira vez que Bolsonaro visita o Nordeste após vencer as eleições. A região lidera na rejeição ao presidente. E com o Paulo Guedes repetindo que o Congresso tem de aprovar a reforma da Previdência, as coisas devem piorar.
11 pessoas mortas em uma chacina em Belém. Todas a tiros disparados na cabeça. A violência brasileira nem rende mais manchetes. Hoje, na sede da ONU, na Suíça, a deputada federal Taliria Petrone, do PSOL do Rio, vai denunciar o governador Witzel. Na gestão dele, os policiais se transformaram em milicianos: eliminam favelados com a estrutura do Estado que, na teoria, é o agente da lei. Neste caso a lei da Talião.
Na campanha, Bolsonaro pregou o olho por olho dente por dente. Já somos líderes há anos em assassinatos no mundo nos lugares sem guerra. O presidente quer armas até nas mãos de crianças.
E os brasileiros que vão para as ruas no domingo apoiam tudo isso. E pedem orações a Bolsonaro para o deus da guerra. Uma parte do Brasil está doente, virou egoísta, a tragédia na casa do outro não vale nada. Há Deus em excesso na vida destas pessoas. O que falta é humanidade.




