O governo de Bolsonaro alveja o trabalhador brasileiro, enquanto investe em seu exército de plantão (onde existem trabalhadores) ocupando suas mentes e atiçando paixões construídas, com temáticas irrelevantes sobre política e sociedade.
O famoso “kit gay”, mentira utilizada na campanha eleitoral para manipular o ódio de pais de alunos contra professores e justificar a perseguição aos docentes, ainda ocupa alto posto no discurso dobre “doutrinação” e “sexualização” dos estudantes, mantendo estes trabalhadores mais ocupados com o “salvamento” dos filhos do que com a própria aposentadoria.
Bolsonaro é elemento ativo em um projeto de perseguição e extinção de representações populares, comunitárias, altruístas, que de algum modo, gerem obstáculos ao avanço selvagem do mercado; e sua grosseira manifestação de desprezo por categorias e grupos sociais, tem a dupla finalidade de alimentar exércitos de zumbis preconceituosos e fundamentalistas, e colocar em prática o silenciamento de potenciais opositores.
Portanto, Bolsonaro com poder é um risco às conquistas de civilidade.
Ao banalizar a vida juvenil, declarando que vão “morrer feito barata”, obviamente inclui neste projeto macabro muitos familiares dos seus eleitores, e sabe disso. No entanto, já entregou o discurso preparatório prontinho e com bastante antecedência, para que a vítima do seu governo já esteja na condição de culpada, mesmo antes de tombar.
Por essas e outras, não minimize as torpezas de Bolsonaro, não morda a isca ao taxar suas falas criminosas de “loucura” ou “burrice”. O presidente sabe quais são os alvos das suas falas e não é atoa que vomita violências e descalabros a cada dia, movimentando a fábrica de ódio e implantando políticas autoritárias.
Contra Bolsonaro, pactos civilizatórios! Fortalecimento das manifestações políticas de caráter popular e democrático!
