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Bolsonaro quer submeter governadores “paraíba” à cerimônia de beija-mão

Bolsonaro condiciona verbas para o Nordeste, desde que os governadores “aceitem que estão trabalhando com o presidente”, diz Patrik Camporez, do Estadão.

Não faz nem um mês que Bolsonaro chamou nordestinos de “paraíba”.

O gesto lembra a cerimônia do beija-mão, importada da Europa pela corte de Dom João VI ao Brasil.

Em um dia da semana, vestia-se a melhor roupa para beijar a mão do monarca e fazer-lhe pedidos.

Bolsonaro, que leva adiante uma democracia sem povo, não investe apenas em uma imagem totalitária. Quer ser mito apulso, na marra. Submetendo os governadores “paraíba”, que não apoiaram sua eleição, a um regime desigual.

Porque existe a crença de que o nordestino é uma sub-raça.

O império acabou, a escravidão também. E o presidente parou no tempo. Ou está bastante atualizado na linguagem miliciana.

Coisas deste Brazil.

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