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Bolsonaro procura o bolsonarismo perdido

Quando o rei de Portugal Dom Sebastião desapareceu, criou-se o mito do sebastianismo: o rei nunca havia morrido e voltaria para salvar seu povo dos seus problemas.

Internado, Jair Bolsonaro mostra que o bolsonarismo não desapareceu. Procura a frágil condição do homem (humano, demasiado humano) para superar sua combalida popularidade.

As pesquisas ainda vão dizer se isso deu certo ou não, mas nas redes sociais o presidente da República desperta ódio e compaixão.

Misturar sentimentos de culpa e religiosismo no tabuleiro da política dá resultados, ao menos em alguns lugares.

A trilionária máquina de guerra nos Estados Unidos atende a muitos interesses, inclusive o mito em torno do presidente americano que traz em si mesmo as soluções para todos os problemas.

Dizem que o Brasil é uma república de bananas que elege heróis (ou anti-heróis) ao invés de ideias.

Mas, essa busca de salvadores não é de todos os homens?

20% da população brasileira acredita incondicionalmente em Bolsonaro. É para estes que a família eleva seu discurso tentando atrair mais gente para além do cercadinho.

Claro, estes elementos também dependem do que vemos hoje: fome, desemprego, falta de esperança.

E o complexo de culpa. É como se cada um de nós fosse responsável pela facada presidencial acompanhada dos problemas de seus saúde.

Este tipo de política é selvagem. Não por acaso Bolsonaro sobrevive há décadas nele.

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