Magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que, no curto prazo, está descartada a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informação divulgada por Gustavo Uribe, da CNN Brasil, a tentativa de Bolsonaro de violar a tornozeleira eletrônica tornou-se um elemento que dificulta a estratégia da defesa, ao mesmo tempo em que reforça, internamente, a necessidade de o STF manter uma postura de firmeza.
Um dos principais receios entre ministros é que, caso obtenha o benefício agora, Bolsonaro possa adotar alguma manobra para abrigar-se em uma representação diplomática, buscando evitar os efeitos de uma eventual condenação.
Apesar disso, integrantes da Corte consideram que a mudança de regime prisional é uma possibilidade concreta no médio prazo. A percepção predominante é a de que, em 2026, o ex-presidente poderá migrar para o regime domiciliar, sobretudo em razão do quadro de comorbidades que ele alega enfrentar, como crises recorrentes de soluço e enjoo.
No STF, porém, há consenso de que seria mais prudente conceder o benefício apenas após a eleição presidencial, para impedir que Bolsonaro interfira no processo eleitoral. A preocupação é que, a partir de casa, ele possa gravar vídeos ou disseminar informações falsas por meio de aliados durante visitas.
Bolsonaro está preso há mais de uma semana na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e, até o momento, recebe apenas advogados e familiares.
A fraca mobilização de apoiadores nos protestos do último fim de semana frustrou parlamentares da direita, que esperavam demonstrações de apoio mais robustas ao ex-presidente.
