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Bolsonaro escanteia Arthur Lira, que muda tratativas sobre impeachment

A condução da pandemia no Governo Jair Bolsonaro e a proposta de um meio impeachment do presidente da República via TCU devem ser assuntos na pauta de Arthur Lira para os próximos dias.

Após se reunir com governadores e ter o nome da cardiologista Ludhmila Hajjar vetado para o Ministério da Saúde, o presidente da Câmara ganhou um chega para lá de Bolsonaro. Agora Lira assiste ao crescimento de Flávio Bolsonaro nas negociações entre Governo e Congresso quando essa ponte era administrada pelo Centrão.

Lira, porém, mudou o discurso. E ele sabe: Brasília é uma selva.

Em 23 de fevereiro, o presidente da Câmara disse, ao se referir aos pedidos de impeachment de Bolsonaro: não eram prioridade.

Em 1 de março, Lira alterou o discurso: “Não tive oportunidade de me debruçar” sobre os pedidos.

Mandou seu recado ao Planalto, que parece ainda não ter interpretado (será?).

A popularidade de Bolsonaro derrete e as fotos dos congressistas ao lado do presidente rareiam. Bolsonaro fala em forças armadas, estado de sítio, ditadura. Arthur Lira é o fiel da balança neste contexto. Seu silêncio prepara o bote mas num país que caminha aceleradamente para 300 mil mortos na pandemia a prioridade do presidente da Câmara ainda parece ouvir que o Brasil está muito bem.

E não está.

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