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Bolsonaristas exigem que Moraes seja considerado suspeito para julgar 8/1

O ministro do STF Alexandre de Moraes durante solenidade de posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Parlamentares alinhados com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) emitiram uma nota na qual solicitam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declare suspeito para julgar os eventos ocorridos em 8 de janeiro.

Tal pedido surgiu após a investigação contra o deputado Carlos Jordy no contexto da Operação Lesa Pátria.

Por sua vez, senadores opositores manifestaram preocupação com a ordem de busca e apreensão direcionada a Jordy, líder da oposição na Câmara, sob suposta acusação de incitar manifestações golpistas.

Os parlamentares que emitiram a nota argumentam que a nomeação de Moraes como relator dos processos relacionados aos ataques antidemocráticos apresenta uma falha inicial devido às declarações públicas do próprio ministro sobre ser alvo de ameaças.

Eles questionam a imparcialidade de Moraes ao julgar os eventos de 8 de janeiro, argumentando que ele simultaneamente é suposta vítima, investigador e juiz. Sendo assim, solicitam que o próprio ministro se declare suspeito e atue em defesa da Constituição.

A nota foi assinada por parlamentares como Rogério Marinho, Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro, Carlos Portinho, Tereza Cristina, Mecias de Jesus, Izalci Lucas e Eduardo Girão.

Carlos Jordy está sendo investigado por incitar os eventos golpistas de 8 de janeiro, e a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em seu gabinete na Câmara.

Segundo a PF, Jordy teria trocado mensagens contendo orientações sobre os eventos golpistas com seguidores bolsonaristas do Rio de Janeiro, possivelmente compondo “atos preparatórios” para as manifestações antidemocráticas.

Essas ações estão inseridas no contexto da Operação Lesa Pátria, cujo objetivo é identificar os envolvidos nos ataques antidemocráticos ocorridos entre outubro de 2022 e janeiro de 2023. Na quinta-feira, foram executados mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

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