Chama-se Sidônio Palmeira o marqueteiro baiano contactado pelos tucanos para a campanha do deputado federal Rui Palmeira à Prefeitura de Maceió. Sidônio foi marqueteiro da campanha (vitoriosa) do governador da Bahia, Jaques Wagner.
É coisa de profissional e de gente fina, avaliam os tucanos. Rui Palmeira terá que enfrentar o peso da impopularidade do governador Teotonio Vilela Filho, em Maceió; a retórica demolidora do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT); o senador Fernando Collor (PTB)- de discursos (e recursos) conhecidos; e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, com a impressionante capacidade de articulação de caciques nacionais pró-Lessa e sua vasta influência em Brasília, em todos os setores- inclusive o Judiciário.
Não será uma campanha fácil. Com o Palácio República dos Palmares dividido em três nomes e a clara disposição de arrastar o jogo para dois tempos, Rui Palmeira leva-se adiante pela Cooperativa dos Produtores de Açúcar e Álcool (vide-se João Tenório); e enfrentará a popularidade nos grotões, vielas, favelas e comunidades- estas com o televisivo jornalista Jeferson Morais e Oscar de Melo, do PP, devidamente controlado pelo senador Benedito de Lira.
É certo que Morais é um aliado de Rui. Também é certo que Guilherme, pai de Rui, é padrinho de Collor na política.
Mas, a campanha majoritária é diferente das duas proporcionais às quais Rui enfrentou. Virou herói da Assembleia Legislativa, na Operação Taturana, ao mexer na ferida do escândalo de corrupção do Legislativo. O sadismo político rendeu-lhe espaço em Brasília. Foi citado no escândalo dos colírios, devidamente guardado nos arquivos de Lessa/Renan/Collor.
E, agora, eleger Rui por que?
A eleição dos aliados é também dos inimigos- senão tanto de Morais, mas Collor, de olho na movimentação de Teotonio Vilela Filho em 2014-ambos são candidatos a uma única vaga ao Senado.
A campanha vai mostrar o desempenho dos principais caciques locais. E a capacidade de Rui Palmeira suportar dois tempos de uma votação, apesar do baú financeiro dos usineiros e a mágica televisiva do marqueteiro do PT baiano.








