A fragilidade entre o discurso e a prática na área da segurança- que inclui a (necessária) revolta da sociedade entre a 
A polícia comunitária, por exemplo, tem o apoio do Conselho Estadual de Segurança, mas não da Polícia Militar; enquanto os conselheiros e o próprio Governo solicitaram aos poderes a redução dos seus gabinetes militares, a Assembleia Legislativa cravou o seu exemplo: disse não, mesmo ao custo de uma sociedade amedrontada.
Os ataques nas redes sociais, por mais virulentos, não são aleatórios. Pode-se discordar da opinião de muitos, mas existe, sim, uma crise de credibilidade nos poderes. Se por um lado os policiais civis não escondem as próprias condições de trabalho, alguns coroneis aproveitam o instante ideal das (necessárias) críticas ao Governo para a miúda disputa do cargo de secretário de Defesa Social junto ao governador.
O Puritano da Rua Augusta, filme de Mazaroppi, mostra a dificuldade dele de “moralizar” a família: o personagem controla as roupas dos outros, o estilo musical, os bailes. É a régua do mundo. A família condena a atitude, mas ela mesma exige moralização da parte do velho, ao perceber que a enfermeira que o acompanha tem uma dedicação acima do comum, com Mazaroppi.
Os acacianos conceitos de segurança pública ou de violência, a quem deveria cuidar dela, fazem desaparecer a ousadia no combate ao crime. Sobram, então, as vítimas.