Repórter Nordeste

Blog do Odilon: Renan quer presidência do Senado, mas Dilma impõe condições

Em meio a quatro apagões- registrados desde setembro- e chamuscado pelo passado- quando foi apeado da presidência do Senado- o senador Renan Calheiros terá  dois desafios, antes de voltar à presidência do Senado em 2014.

O primeiro será votar, até o final do ano, a Medida Provisória 579/12- o marco regulatório do setor elétrico.

Na coluna Radar (Veja), a aprovação é encarada como um teste da presidente Dilma Rousseff.

“O grande teste de Renan Calheiros para a sua desejada volta à presidência do Senado será sua atuação como relator da Medida Provisória que altera radicalmente o setor elétrico e que está no coração de Dilma Rousseff. Será a prova de confiabilidade que dará a Dilma. A votação da MP ocorrerá até o final do ano”

Renan quer assim: quatro audiências públicas antes da aprovação do projeto. Um dos pontos de discussão: a renovação antecipada, por 30 anos, de contratos de geração, transmissão e distribuição de energia.

“No dia 6 de novembro, devem ser ouvidos representantes das empresas que produzem e distribuem a energia elétrica no País. No dia seguinte, será a vez de representantes de consumidores, indústria e comércio, além de instituições de pesquisa. No dia 13 de novembro, os parlamentares vão receber governadores de diversos estados e, no dia 14, a comissão espera ouvir representantes do governo federal e fechar o ciclo de debates”, diz texto da agência Senado.

Desafio número 2: dobrar a presidente Dilma  Rousseff no Ministério das Minas e Energia. Dilma quer o ministro interino,  Márcio Zimmermann, à frente do ministério.

O PMDB se mexeu, com Renan. Veja nota da coluna Poder (IG): “A perspectiva de o ministro interino de Minas e Energia, , virar titular do cargo acabou frustrada por uma mudança de estratégia do PMDB.

O nome do ministro Edison Lobão como candidato à Presidência do Senado foi substituído pelo de Renan Calheiros (PMDB-AL), que conta  com a aceitação da presidenta Dilma Rousseff.

Engenheiro eletricista, Zimmermann, que tem a preferência de Dilma  para conduzir a política energética do país,  chegou a se filiar ao PMDB em março deste ano para poder representar o partido do ministério”

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