Blog do Odilon: Lessa, Rui e o poder do extraordinário

O noticiário aponta para a crise financeira. Em Portugal, sindicatos organizam manifestações por causa dos salários. Na França, promessas de cortes de gastos e reforma tributária.

No Brasil, Dilma chora a crise; em Alagoas, Teotonio Vilela Filho quer apertar os cintos.

Mas, nas campanhas eleitorais, hospitais, maternidades, postos de saúde, centros para atender drogaditos, VLTs aparecem aos montes, guiados pela TV- essa máquina de sonhos, glórias e desilusões.

Ronaldo Lessa e Rui Palmeira disputam quem oferece mais.

Lessa tem o Collor, o Renan, o Lula, a Dilma.

Rui tem o Teotonio, o Benedito, os usineiros.

O horário eleitoral virou uma novela. Destas feitas de muitos autores, uma história de ódio e a nossa capacidade de imaginar coisas.

O Jeferson chama Rui de “Ruim”; e Lessa de “velho”.

O Galba é amigo de todos. E de si mesmo.

Nadja, Fleming, Rosinha e Sérgio flutuam nas pesquisas e seguem seus caminhos. Cada um a seu modo.

Há um sacolejar geral, um gargarejo, os rasgos do inacreditável. O homem é inventivo. E persuasivo.

O horário eleitoral é uma bela festa. Continua no outro dia com os candidatos a vereador. Da camisinha aos velhinhos até o capar dos tarados, algo é certo: a ilusão é dura, acaba em 30 minutos. E o mundo é mole, com seu significado real.

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