O amplo debate de ideias é uma regra da democracia. Mais candidatos em uma disputa, mais chances de discussão.
Mas, como em tudo, a posição dos corpos é relativa. Depende do espaço e do tempo.
Na disputa à presidência da OAB de Alagoas, estão lançados os advogados Marcelo Brabo, Welton Roberto, Thiago Bomfim e Rachel Cabús.
Na prática, são quatro candidatos contra uma, Rachel, representante do omarismo, que quer convencer os eleitores-advogados a dar uma terceira chance ao grupo atual.
A quantidade de postulantes revela insatisfação com o xadrez atual da OAB. E gera uma dúvida à candidatura de Rachel Cabús, uma ótima figura humana: e se até novembro a advogada não emplacar o próprio nome entre os companheiros? E se for obrigada a abandonar a disputa por um nome mais viável eleitoralmente no próprio grupo?
E se ganhar a disputa, quem vai chefiar a OAB? Rachel Cabús? O omarismo? Os partidos políticos? O Governo?
São conjecturas importantes- e reais- a serem levadas em conta. No ranking do exame nacional da OAB, existem as melhores faculdades, as com boa média, as mais ou menos, as piores, as condenadas e as alagoanas- algumas ocupam a milésima colocação. Estouram qualquer classificação.
Não formam advogados. E sim rábulas. Um achincalhe na terra de Pontes de Miranda
Entra neste contexto a posição da OAB, de cobrança. Assim como deve cobrar mais o uso do dinheiro público no terceiro estado mais pobre do Brasil- onde a miséria e a corrupção são irmãs parasitárias.
Na próxima terça-feira, Rachel Cabús inaugura seu comitê de campanha. E terá diante de si uma OAB desestruturada pelo desgaste da atual gestão. Vide a quantidade de candidatos. O que virá após esta eleição?
Nunca uma disputa foi tão incerta e desgastante como a da presidência da OAB alagoana.