Repórter Nordeste

Blog do Odilon: Contra o lero-lero de Collor, o blá-blá-blá de Vilela

O senador Fernando Collor (PTB) domina, como poucos, a oratória e a arte da articulação política.

Collor e o cansaço em ser político de Alagoas

Era megalomania ganhar uma eleição presidencial.

Após o impeachment, uma anormalidade seu retorno à política.

Presunção entrar, como vitorioso, nas eleições ao Governo de Alagoas em 2002. E perder.

Um lance atabalhoado disputar o Senado menos de um mês de uma eleição. E ganhar.

Uma encrenca sair ao Governo em 2010. E segurar a lanterna.

Na tribuna do Senado, Collor engole e digere seu paradoxo. A paixão do discurso inflama no senador assuntos da pauta do dia: seca e segurança pública. Direção: governador Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Collor está desinformado.

Os prefeitos não reclamam do governador. As prefeituras seguem bem abastecidas com o dinheiro público.

Nem em Santana do Ipanema o governador é citado- apenas o rio Ipanema reduzido a pó, faltas de luz, o deputado e seu haras e o calor insuportável.

Sobre os números da segurança: se são mentirosos, não é o secretário de Defesa Social, coronel Dário César, o responsável por isso. Mas, o Ministério da Justiça- de cujo Governo Collor apoia.

A era tucana é uma péssima alavanca eleitoral de si mesma. Mas, é alimentada por uma oposição sem mobilidade, enfurnada em guetos e sem insurretos.

De longe, Collor não representa a oposição ao governador. O senador alagoano tem dificuldade de criticar o que desconhece e transforma uma briga doméstica- a de 2014- em um queixume feito a varejo. Algo subjetivo ou meramente pessoal.

Collor não cacifa a oposição em Alagoas porque não quer. Apesar de poder.

Quis ouvir do governador a resposta aos seus ditames. Resumida em “blá-blá-blá” pelo hábil Álvaro Machado.

Contra o lero-lero, o blá-blá-blá.

Embora pareça contraditório, Collor é o mesmo. Sabe mais sobre o Gurgel, a Veja ou as ambições do Senado.

A Alagoas de Collor estacionou nos tempos do cine Rex. Poderia ser mais que um vulto ou um rito de passagem seu à política.

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