Ao menos nas lides lessistas, a inelegibilidade teve efeito menor que o esperado: a agenda de campanha do ex-governador continua nesta terça-feira, com compromissos pela manhã e à tarde.
Mas, a preocupação faz parte, sim, do futuro político de Lessa, que aliás é de todo um grupo, encabeçado por Renan Calheiros e Fernando Collor.
Conforme o Repórter Alagoas revelou em maio, a maioria dos desembargadores do tribunal não daria o registro eleitoral a Lessa. Mas, este caso se referia à lei do Ficha Limpa- lembrando a decisão de 2004 e a mais recente: a condenação do ex-governador na ação em que chamou o desembargador Orlando Manso, hoje presidente do TRE, de “ladrão”.
É uma ofensa, encarada pelos desembargadores como um “mexeu comigo, mexeu com todos nós”. O caso é de 2001 e faz Lessa ter mais inimigos que aliados no Judiciário.
Após Manso, foi a vez de atacar todos: encomendou, pela imprensa, aos magistrados, a seguinte declaração: mensaleiros.
Tão devastadora quanto a decisão do juiz Erick Costa é a dúvida sobre a posição de Collor e Renan. O líder do PMDB diz-se, nos bastidores, é candidato ao Governo em 2014; e Collor enfrenta o governador Teotonio Vilela Filho, na disputa ao Senado.
Contavam com uma vitória fácil, de Lessa, mesmo no segundo turno. Afinal, era um ex-governador contra os desconhecidos Jeferson Morais e Rui Palmeira.
Agora, o adversário é mais poderoso: a falta do registro de candidatura. A picada do inseto virou mordida de leão.









