CIRILO JUNIOR – TERRA
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse nesta quinta-feira que a estabilidade de preços não é suficiente para garantir a segurança macroeconômica. Para ele, essa foi uma das lições deixadas pela crise econômica detonada em 2008, e que vem tendo reflexos nos mercados europeu e americano até hoje.
“A crise demonstrou que apenas as regras microprudenciais, aplicadas isoladamente, não necessariamente têm alcance sistêmico. E os riscos sistêmicos, quando se concretizam, criam espiral negativa que pode levar instituições ou mesmo o sistema à insolvência, com implicações macroeconômicas desastrosas”, afirmou, na abertura do Seminário de Metas para a Inflação, realizado no Rio.
Para Tombini, é difícil imaginar um sistema financeiro estável em um cenário de alta volatilidade. Por isso, observou que a crise vem trazendp á tona a necessidade de coordenação cada vez maior entre a política monetária e as ações micro e macro prudenciais.
“O Banco Central reconhece, e mais do que isso, considera nos distintos processos decisórios que as ações adotadas no âmbito de cada uma dessas políticas têm repercussões sobre os objetivos da outra”, comentou.
Ele defendeu a política de metas para a inflação, adotada pelo Brasil desde 1999. Tombinoi ressaltou que a crise trouxe desafios adicionais para os bancos centrais que adotam esse regime. “É preciso incorporar nos modelos macroeconômicos utilizados na condução da política monetária informações representativas do setor financeiro e de preços de ativos”









