Como não ouvir o grito único que se levanta em meio ao histerismo de uma sociedade com hábitos de tribuna, saído do 
Conheço as vias do sofrimento de Dona Tereza, avó de Bárbara Regina, de quem fala com amor e admiração, sempre ressaltando a forte presença da neta na história familiar.
“Bárbara trabalhava desde pequena, quando varria os retalhos que caíam no chão”, refere-se à empresa familiar de confecções.
Relata sem pieguismo e com muita altivez os altos e baixos da história que hoje a sociedade alagoana contempla sob um véu de sordidez sem tamanho, entre o vozerio dos titãs e o grito da anciã.
Como acreditar piamente em um segmento governamental que já declarou inverdades a meu próprio respeito, atribuindo a esta professora, cientista social, militante das causas justas, o crime espúrio de “implantar o tráfico de drogas em Matriz de Camaragibe”, como temos registrado em gravação, que foi inclusive entregue ao atual secretário de segurança, que deve tê-la guardado em suas muitas gavetas?
Fico ao lado de Dona Tereza, ouvindo sua voz.
Não me importam os titãs.
Nesse estado de miséria no qual se encontram a segurança e a justiça em Alagoas, só acredito na voz do coração, a menos que, provem o contrário.
Mas que provem materialmente. Que não apelem para o julgamento inconsequente das coletividades desnudas, sem identidade, na ânsia deplorável de desqualificar a vítima.
Lamento profundamente essa prática policial local enquanto oro ao Pai Misericordioso pela família mortalmente ferida em seus sentimentos. Conheço, sinto, acompanho outras dores e semelhanças, jamais esquecerei as trilhas escarpadas que me obrigaram a trilhar, quando um dia, acreditei que justiça existia.
Paz ao espírito de Bárbara, onde quer que esteja!
Consolo e fortaleza a essa família representada dignamente pela voz de Dona Tereza.