Banco recusa prova de vida e família leva idoso em leito para agência

Após a recusa do banco em fazer a prova de vida de um idoso através de um parente, a família foi obrigada a levá-lo para a agência do Banco do Brasil. Só que o homem de 80 anos está acamado e chegou à agência levado por uma ambulância e empurrado em um leito. O caso aconteceu na cidade de Piripiri, no interior do Piauí.

A prova de vida é exigência para os beneficiários seguindo recebendo o dinheiro da aposentadoria.

Segundo o familiar, o banco informou que o idoso acamado teria que ir pessoalmente provar que está vivo. Ainda segundo a família, o banco disponibilizou uma ambulância para levar o homem, mas ele teve que ir de maca até a porta da agência quando chegou ao local.

“Fazer prova de vida de um idoso acamado durante uma pandemia? Não teria um funcionário capacitado para ir na casa do idoso neste caso específico? , questionaram os familiares.

O homem não consegue andar e tem a saúde debilitada há um ano, desde que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A família conta que ele nem sequer consegue usar cadeira de rodas e precisa de cuidados constantes.

Ao G1, a família relatou que o valor da aposentadoria, o idoso consegue pagar apenas os seus remédios, o trabalho de uma cuidadora e de uma fisioterapeuta para cuidar dele em casa. Para seus familiares, a situação foi humilhante.

“Meu Deus, é revoltante. O tanto que a tecnologia está avançada não teria outro método pra fazer? Um absurdo”, lamentou um parente.

O que diz o banco
Questionado pelo G1, o Banco do Brasil informou que não prestou qualquer tipo de orientação para que a prova de vida do idoso fosse realizada em alguma de suas agências. Em nota, a instituição alegou que o beneficiário foi levado à agência sem contato prévio e ressaltou que a prova de vida foi realizada logo após o atendimento em Piripiri.

Conforme o banco, o INSS oferece a opção da prova de vida domiciliar, com agendamento por meio do site meu.inss.gov.br. Os beneficiários com impossibilidade de locomoção, acamados e/ou hospitalizados devem ser orientados a constituir procurador junto ao INSS.

As informações são do G1.

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