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Balbúrdia pela vida

Vítimas de uma circunstância, fatalidade histórica ou castigo de Deus? Quem somos nós hoje diante dos males que assombram o Brasil?

Muitos caminhos foram abertos na frente dos olhares também múltiplos de um povo vilipendiado pela cultura de fé exploratória.

Povo tornado analfabeto de letras e de realidade, como parte de seu destino.

Como sobreviver a tantas mazelas conjugadas em nossa pátria?

Respostas e explicações existem, inclusive na alçada da racionalidade. Para isso as ciências sociais e a própria história nos capacitam, mas quando a ciência é negada o que resta como referência?

Restam as paixões, os medos, as lendas, as ilusões e por trás deste tumulto, o poder!

Poder de indução que esvazia espíritos de irmandade universal e prende os conceitos de salvação em grupos seletos e assépticos sobre as bases do moralismo que fala ao nível da tirania.

Irmãos de poucos, filhos de uma idealização monarquista/deísta que exala preconceitos, castigos e práticas de privilégios com vistas a premiar submissos. Eis o predomínio da hora turva que nos acossa.

Para gerar luz neste nevoeiro histórico irradiemos com habilidade a força da ciência que informa e orienta condutas preventivas, mesmo que sejamos por isso enxovalhados desde os nossos próprios lares.

A luta obscurantista é antiga, e se conseguiu apogeu político, não tem unanimidade de apoio entre o povo brasileiro, a quem afeta com mortes diárias e desespero por sobrevivência.

Quem está vivo e ainda pode inflamar esperança em algum formato, que o faça, pois a contribuição dada retornará em benefícios vivos.

Não se exima de participar da batalha contra a morte, pois ela garantirá nossa própria vida!

Celebre a ciência em todos os espaços onde possa fazê-lo e reúna gritos e cânticos nesta balbúrdia sagrada, política, histórica, que a conjuntura nos obriga a massificar.

Ainda temos o céu, a ciência e a poesia para fundamentar nossa fé na continuidade da vida aqui na Terra.

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