O ativista brasileiro Thiago Ávila foi detido e submetido a interrogatório por agentes de imigração ao desembarcar na Argentina nesta terça-feira (31).
Segundo relato publicado em suas redes sociais, Ávila foi separado da esposa e da filha logo na chegada ao aeroporto para prestar esclarecimentos.
O ativista atribui a abordagem a uma suposta perseguição relacionada à sua atuação no movimento de solidariedade à Palestina, relatando que registros internacionais em seu nome mencionam “apoio ao terrorismo” e orientações para contato com a Interpol.
A passagem de Ávila pela Argentina é breve e faz parte de uma agenda internacional focada em causas humanitárias.
O ativista permanece no país por apenas um dia para o lançamento do capítulo local da Flotilha Global Sumud.
Após o compromisso, ele deve seguir para Barcelona, na Espanha, onde participará do lançamento de uma missão internacional destinada a denunciar o bloqueio à Faixa de Gaza e articular a criação de um corredor humanitário marítimo para o envio de suprimentos.
Este é o segundo incidente envolvendo o brasileiro em menos de uma semana.
Na última quarta-feira (25), Ávila foi retido por mais de duas horas pelas autoridades do Panamá durante uma conexão no Aeroporto Internacional de Tocumen.
Na ocasião, ele retornava de Cuba após participar da flotilha “Nossa América”, que transportou 14 toneladas de ajuda humanitária, incluindo medicamentos e alimentos.
Após ser liberado no Panamá, o ativista chegou ao Brasil na madrugada de quinta-feira (26), onde agradeceu o apoio recebido antes de embarcar para a nova missão na Argentina.
