Ana Cláudia Laurindo- Cientista Social, participou do evento em Maceió
No apagar da luzes do 6º Congresso Internacional de Educação em Maceió, o professor e teórico Celso Antunes fez a

abordagem do tema: Processo Ensino-Aprendizagem. “Como conquistar a atenção dos nossos educandos”.
Sua reflexão inicial nos levava a rever as posturas antigas, na concepção única de que atenção era algo imposto. E a quebra dessa teoria pelas descobertas do mundo fantástico, chamado mente humana.
“De 1990 até o fim de 1999 tivemos a década do cérebro. Principalmente os Estados Unidos investiram em pesquisas e estudos sobre essa caixa fechada, da qual conhecíamos tão pouco”.
“As descobertas científicas sobre as características cerebrais da criatura humana foram muito importantes para o nascimento de novas teorias sobre a atenção. A teoria é necessária para dá bagagem, substrato ao que vai acontecer na prática”.
“Sobre atenção e conhecimento da mente, dois pontos são destaques:
1. O cérebro é dotado de uma característica chamada neuroplasticidade. Essa plasticidade cerebral torna possível o desenvolvimento da atenção através do treino.
A atenção é crucial para o processo de sobrevivência, pois se estirvermos sempre desatentos podemos ser vitimados por qualquer coisa, a qualquer momento. Por essa razão, não podemos viver sem fazer isso.
2. A atenção não é um estágio permanente do cérebro.
A atenção é um ato voluntário, que pode ser desligada e ligada pela vontade do indivíduo. Quando não queremos prestar atenção em algo, nos recolhemos e pronto! Muitas vezes precisamos fazer isso, para descansar.
Mas a atenção também é a antesala da memória. E a memória nos leva a construir nossas referências, nossa identidade. Negar a uma criança a perspicácia da atenção, é impedi-la de levar adiante o processo de construção da sua identidade.”
“A aula tradicional dada pelo professor é uma ferramenta, mas se ele usa apenas essa ferramenta não desperta a atenção dos alunos. Precisa acrescentar estratégias para garantir a atenção que resultará na aprendizagem”.
“Sabendo que atenção é treinável, 20 minutos de jogos pedagógicos continuamente, são suficientes para melhorar o desempenho do aluno”.
“Muitas vezes o entrave não está no receptor, mas no emissor”.
“Contudo, não será preciso exercitar a atenção do aluno quando o conteúdo é instigante, interessante”.
Com esta reflexão de Celso Antunes, levemos a dica de reforçar o sentido de nossas aulas, para que os nossos alunos permitam-se envolver na proposta de aprendizagem que certamente planejamos com desejo de sucesso.






