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Até quando o genocida vai pautar nossas redes?

Não sou uma estrategista midiática mas sou capaz de perceber o quanto a maior parte dos anti-Bolsonaro que atuam nas redes sociais ainda se deixam pautar por ele.

O caos tem sido o mote propagandístico que tirou o tal verme do esgoto político carioca para torná-lo conhecido através do espanto e do ódio. Agitou com homofobia, misoginia, e toda narrativa possível que beirasse a criminologia da língua. Conseguiu estar na boca de todos. Acabou servindo para um projeto de destruição do país sonhado e não inova seus métodos, portanto, já deveríamos ter percebido o quanto Bolsonaro é personagem de um projeto que também destrói os que o odeiam.

Desde a linguagem chula aos chistes preconceituosos e também a modelos agressivos e ofensivos de diálogos, as redes vão surfando nas ondas do vilão, mesmo quando o tornam alvo.

Precisamos falar do país que nos foi tomado à força de golpe e do quanto precisamos lutar para tê-lo de volta!

Os debates sobre vida sexual, situação intestinal e outros deleites de chiqueiro não contribuem para o despertar neste momento grave, no qual precisamos fortalecer os indignados, acolher os vulneráveis e incentivar os idealistas junto com os sonhadores para lutarmos politicamente nas redes sociais, com o atrativo da linguagem e da figura.

Lula emociona multidões porque sabe utilizar estes apetrechos de disparo humanitário, e leva o povo a sonhar com a segurança social e histórica das quais se reconhece perdedor na atualidade.

Se narrativa é importante, está na hora da esquerda e/ou dos antipáticos a Bolsonaro e seu governo genocida adotarem outros caminhos na pauta das redes sociais, retirando esse cetro das mãos dele.

Dele vem a destruição e da nossa luta a esperança, o recomeço, a conquista de uma cidadania brasileira emergencial, tocada pela ética da vida, que é sobreviver!

O baixo calão não nos representa, e a resistência pede goles diários de inteligência.

Reflita. Lembre que estamos juntos na fronteira da sanidade e da insanidade provocada, mas o objetivo maior é vencer este mal de muitos nomes. Precisamos uns dos outros como nunca. Aprender a ouvir faz parte dessa guerra.

Mas se for falar, expressa o Brasil que merecemos e pelo qual lutamos todos os dias, mas definiremos nas urnas em futuro próximo.

Paute as mídias sociais com os sonhos de coletividade que tentam nos roubar com doença, fome e morte.

A poesia nasce agora, retomemos a campanha sobre a carcaça do genocida, anunciando recomeço e esperança de futuro.

Uma resposta

  1. Texto muito bom, pois expressa exatamente o que ocorre: quanto mais a gente “entra no jogo”, mas o fortalece.

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