Os rumos da política desuniram JHC e Arthur Lira, e isso parece que atrapalha mais que ajuda a estratégia de ambos na disputa eleitoral. Os dois têm o mesmo interesse – o poder; durante muito tempo caminharam em Maceió unidos sob emendas parlamentares que Lira ajudou a desaguar para a capital.
Há eleitores de Arthur Lira carregando ressentimento de Renan Calheiros. Não era assim com JHC.
A rusga entre ambos é prato cheio para novos nomes ao Senado e entre os eleitores da vasta região metropolitana. Davi Davino Filho, do Republicanos, prega nas redes sociais o consenso e a renovação; Ronaldo Lessa, do PDT, investe no passado quando ele ajudou a implantar os concursos públicos.
Na composição do secretariado de Rodrigo Cunha, não aparece Arthur Lira. Também não existe horizonte de conversa entre Cunha e Lira. Uma semana atrás JHC falou em disposição para contato com o deputado. Foi apenas discurso.
Separados, JHC e Arthur Lira não precisam de oposição. Eles mesmos se destroem e aumentam mais a mais os interessados ao Senado. Se a guerra entre os dois têm alguma estratégia, o eleitor que assistia aos encontros de ambos interpreta de maneira diferente.







