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Arthur Lira volta às redes sociais e fala em reunião para ações na pandemia

Longe das redes sociais após rusgas pela escolha do titular do Ministério da Saúde (ele apoiava a cardiologista Ludhmila Hajjar), Arthur Lira voltou à carga nesta terça e prometeu reunião, agendada para hoje, com dois assuntos: crise e pandemia.

O presidente da Câmara também falou a respeito da decisão da 2a Turma do STF, que declarou Sérgio Moro um juiz parcial.

Lira parece que vem dando sinais de distanciamento do principal fiador de sua candidatura à Presidência da Câmara, Jair Bolsonaro, à medida que a popularidade dele evapora nas redes sociais e na condução da pandemia.

Nas mensagens escritas ontem falou em “um debate mais coerente, mais imparcial, mais resolutivo, com menos ideologia, com menos política, para a crise que enfrentamos”.

Óbvio recado para o presidente da República, que lidera a crise na pandemia. Ele organizou aglomerações, condenou o uso de máscaras, dificultou a compra de vacinas (colocou obstáculos na vacina chinesa e depois voltou atrás porque João Doria, governador de São Paulo e rival político, manteve contato com o país asiático em busca do imunizante).

Ao falar sobre a Lava Jato em 8 de março, Arthur Lira disse: “Minha maior dúvida é se a decisão monocrática foi para absolver Lula ou Moro. Lula pode até merecer. Moro, jamais!”.

Neste dia, o ministro do STF, Edson Fachin, anulou as condenações contra Lula na Operação Lava Jato. O que significa que o ex-presidente pode disputar as eleições.

Ontem, Lira falou sobre a decisão da 2a Turma do STF, sobre a parcialidade de Moro, que também beneficia Lula:

“O Supremo Tribunal Federal decidiu fazer uma revisão histórica sobre a Lava Jato. A Operação jamais poderá ser contestada em sua coragem de enfrentar os poderosos, os grandes interesses, a corrupção sistêmica. Mas o Estado Policial, para o qual a Lava Jato descambou em certos momentos, lamentavelmente, com suas parcialidades, seletividade e perseguições, jamais poderá também merecer o perdão da História”.

Lira é crítico da Lava Jato. E investigado por corrupção passiva (teria recebido R$ 1,5 milhão, indevidamente, da Construtora Queiroz Galvão).

Ao dizer que “Lula pode até merecer” a absolvição, o deputado alagoano mostra que as portas do centrão abrem para todos os lados.

Menos para o de Sérgio Moro.

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