A imagem de Arthur Lira como traidor ou de alguém que tentou sabotar o futuro eleitoral de JHC está mudando de forma desde que o prefeito decidiu renunciar para disputar um cargo majoritário em 2026.
No sábado, 4 de abril, Jota evitou tornar público os adjetivos usados contra Lira nos bastidores. E falou em possibilidade de aliança.
Lira, por sua vez, também não alimenta polêmicas, apesar de ambos, nas últimas semanas, revidarem lances quando se percebem prejudicados por estratégias adotadas um contra o outro.
A escolha de Lira gera efeitos positivos. Evita atacar publicamente o prefeito, uma liderança popular no maior colégio eleitoral do Estado- onde Lira tem votação mais baixa- eleito com mais de 80% dos votos e bem colocado nas pesquisas quando a avaliação é feita entre eleitores na região metropolitana.
Por outro lado, Jota mantém penetração em ninhos liristas, geralmente misturados a prefeitos do MDB. E também no interior onde o prefeito tem baixa votação, como no sertão, onde os Calheiros e Lira dominam.
Apesar de mostrar disposição ao diálogo, ainda não existe uma agenda de encontros entre JHC e Arthur Lira. Também não há entendimentos sobre indicação de cargos na gestão municipal, agora sob comando do vice Rodrigo Cunha.





