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Arthur Lira e Bolsonaro avançam sobre o STF

Graças a uma manobra de Arthur Lira, Jair Bolsonaro pode indicar dois ministros do STF ainda este ano. Já escolheu Nunes Marques e aguarda sabatina do Senado para André Mendonça.

Ou seja, Bolsonaro pode contar com 4 ministros na mais alta Corte do país, o guardião da Constituição Federal.

A CCJ aprovou antecipar a aposentadoria de ministros de tribunais superiores de 75 para 70 anos. Se passar no Congresso, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski são aposentados imediatamente. Eles têm 73 anos.

Weber suspendeu o orçamento secreto, prejudicando Lira; Lewandowski desagrada Bolsonaro.

Lira defende o semipresidencialismo onde o presidente da República é eleito mas não manda e sim o primeiro-ministro. O Rei Arthur quer este posto. Ele já tem as chaves do cofre.

Entrevistado pela Folha de São Paulo na 2a, Lira foi sincero: não depende de Bolsonaro nem para ser reeleito deputado federal nem para a reeleição a presidente da Câmara.

Lira quer estar entre os mais votados em 2022. E fechou acordo com os prefeitos alagoanos para isso. Prefeitos influenciam votos do povo, usam métodos mais ou menos convencionais. E nas cidades do interior, nos rincões mais afastados da capital, onde o hospital mal tem remédio para dor, o esgoto é despejado na porta de casa e a fome vira elemento de barganha, a palavra do prefeito vale mais que a do juiz e do promotor.

Bolsonaro e Arthur Lira se completam. O país em destruição é um projeto. Com Supremo e com tudo.

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