Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro aprovou, nesta terça-feira (11), vários requerimentos que concedem acesso a documentos, relatórios de inteligência financeira e quebras de sigilo dos depoentes.
A aprovação afeta diretamente o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Cid teve a quebra de sigilo telemático e George Washington, que foi condenado por planejar explosão de bomba perto do aeroporto de Brasília, o sigilo bancário.
A Comissão aprovou de forma separada a quebra do sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O coronel Jean Lawand, que é acusado de pedir um golpe de Jair Bolsonaro em conversa com Mauro Cid, teve aprovada a quebra de sigilo telefônico e telemático.
Mauro Cid disse a CPMI que apesar da proximidade com o ex-presidente, não participava das atividades relacionadas à administração pública, nem questionava Bolsonaro sobre o que era discutido em reuniões e encontros com autoridades dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo.
Por decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), em pedido de habeas corpus da defesa do investigado, Cid foi obrigado a comparecer à comissão, mas tem o direito de ficar em silêncio diante de perguntas que possam incriminá-lo. Direito do qual, logo no início de seu depoimento, ele disse que se valeria.
“Por todo o exposto e sem qualquer intenção de desrespeitar vossas excelências e os trabalhos conduzidos por essa CPMI, considerando a minha inequívoca condição de investigado, por orientação da minha defesa e com base na ordem no habeas corpus 229323, concedido em meu favor pelo STF, farei uso ao meu direito constitucional ao silêncio”, disse Cid.
Com Agências
