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Após atrasos, Renan Filho anuncia distribuição de cestas básicas contra fome na pandemia

Após uma série de adiamentos sem explicações, o governador Renan Filho (MDB) anunciou a entrega de cestas básicas nos 102 municípios alagoanos.

As cestas deveriam ter sido distribuídas na primeira semana de junho, segundo promessa da secretária de Assistência Social, Fabiana Pessoa, mas desde abril o Governo prometia estas cestas. Falamos sobre isso, no blog.

Elas fazem parte das ações de combate à fome na pandemia, usando verbas do Fecoep, o fundo estadual de combate à pobreza.

“Hoje fizemos a entrega das cestas básicas para famílias carentes dos 102 municípios alagoanos. Viçosa,Delmiro, Coqueiro Seco,Penedo,Coite do Noia, Cajueiro,Porto de Pedras e Coruripe serão as primeiras cidades beneficiadas. Um bom governo se faz trabalhando para quem mais precisa”, disse o governador, sem explicar o motivo dos atrasos.

Em 10 de março, o governador anunciou o Cria, que é o pagamento de R$ 100 a cada família em situação de pobreza cadastrada em programas do Governo.

Em 14 de abril, a Assistência Social prometeu 200 mil cestas básicas, mas a entrega foi adiada para junho e, agora, elas chegam às cidades em 19 de julho.

Mas, o Plano Emergencial de Combate à Pobreza usando o dinheiro Fecoep ainda não saiu do papel.

Em 13 de julho, a reitoria da Ufal publicou nota, cobrando o plano, que deveria estar em execução via Conselho Integrado de Políticas de Inclusão Social (Cipis), instância responsável pelo Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Fecoep), diz a reitoria.

“Ressaltamos que, desde março de 2021, a minuta do citado Plano já encaminhada ao Cipis, surge na perspectiva de concretizar ações que busquem reduzir a curva de crescimento da pobreza e miséria no estado de Alagoas diante do contexto pandêmico no qual nos encontramos e por isso urge sua avaliação e execução.”, afirma a nota.

Em 13 de julho, entidades fizeram ato simbólico, na praça dos Martírios, cobrando do governador o plano emergencial.

A minuta do Plano foi apresentada pela UFAL em 18 de março, na reunião do Conselho Integrado de Políticas de Inclusão Social – CIPIS.

“A fome não espera sequer algumas horas, que dirá quatro meses. São mais de 570 mil alagoanos em situação de pobreza extrema, enfrentando situações como, por exemplo, a incerteza ou a falta de uma refeição seguinte. Quem mais sofre são crianças e adolescentes, que enfrentam condições de subnutrição e se tornam mais expostas ao adoecimento – seja pelo Coronavírus, seja por outras doenças. “, disseram as entidades, em nota distribuída à imprensa.

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