Apoio de Vilela em Maceió aumenta rejeição do eleitorado, diz vereador do DEM

A lógica se inverte- ou seja, torna-se favorável- ao palanque escolhido pelo prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP)- hoje no grupo de Collor e Renan

Pesquisas realizadas por integrantes do PSDB e DEM revelam que o apoio do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) a qualquer dos candidatos a prefeito em Maceió pode não ajudar quem quiser usar o nome dele para enfrentar o grupo dos senadores Fernando Collor (PTB) e Renan Calheiros (PMDB)- com dois candidatos: o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Galba Novaes (PRB).

A lógica se inverte- ou seja, torna-se favorável- ao palanque escolhido pelo prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP)- hoje no grupo de Collor e Renan.

A explicação foi dada pelo vereador João Luiz (DEM).

“Quem o governador apoia, dizem as oito pesquisas feitas para consumo interno, os índices de rejeição aumentam”, disse.

Nesta quarta-feira, ele participa do lançamento da candidatura do deputado estadual Jeferson Morais (DEM) à Prefeitura da capital.

“Isso se deve à insegurança, à violência. Chegamos a um ponto inadmíssivel. As pessoas não acreditam que vai mudar. Esperam que mude o Governo para que se tente mudar a violência. E muito ruim vermos nas redes sociais: coronel Amaral, saudades do senhor. Coronel Fulano de Tal, saudades do senhor. Vive-se do passado. A gente tem de acertar no presente. E não falo do governador. Falo do Governo”, disse.

João Luiz foi presidente da Câmara de Vereadores de Maceió. É líder religioso da Igreja do Evangelho Quadrangular- com mais de 50 templos espalhados pelo Estado.

“O governador é sensível, ele fala desse problema das drogas, mas uma coisa tem sido ele e outra o Governo. Há setores do Governo que não acompanham o governador”, disse.

“Depois de gravar o programa no Canal 5 [TV Alagoas], no Jacintinho, à noite, vi esta cena: todo mundo acordado, mais de meia noite, todos os mercadinhos abertos, mas tudo gradeado. E conversando pela grade. Na minha cidade, o Balneário do Camboriú, no verão, a cidade chega a ter um milhão e meio de habitantes. Passo minhas férias lá, porque minha família é de lá. A família é de 60 mil. Mas, a polícia atua: pega todo mundo de madrugada, prende, bate quando tem de bater. Policiamento ostensivo. Pode andar 24 horas por dia e não é assaltado”, afirmou.

“O que se prevê para o futuro é sempre o pior. Metade da tropa se aposenta em cinco anos. O que precisaria era um policiamento mais atuante, mais agressivo, para que não chegássemos a esta situação”, contou.

.