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Ao TCU, Governo ignorou problemas no transporte escolar e exaltou comissão investigada pela PF

Mesmo com as constantes paralisações dos motoristas de transporte escolar, cobrando meses de salários atrasados e prejudicando o deslocamento de milhares de alunos para as escolas estaduais, a Secretaria Estadual de Educação disse ao Tribunal de Contas da União, ano passado, que a oscip Bioética era avaliada e acompanhada pela Comissão Especial de Transporte Escolar da secretaria, “de modo a assegurar a conformidade dos serviços executados, a eficiência, bem como a eficácia na prestação do serviço”.

Os detalhes estão no jornal EXTRA.

Também ao TCU, a Seduc exaltou o trabalho da comissão que “acompanha, monitora, avalia e, solidariamente, realiza a gestão do serviço de forma integrada com a oscip”.

E procurou mostrar ao tribunal que a política de transporte escolar da secretaria “é totalmente voltada para que possamos contemplar o maior número de alunos possível, obedecidos os critérios legais, visando fomentar a universalização do ensino e o acesso integral à educação em sua plenitude”

Ao TCU, a Seduc procurou mostrar estar com controle sobre o transporte escolar. Ignorou os problemas na execução do contrato, problemas admitidos pelo próprio Governo, que busca na Justiça desfazer o acordo com a oscip, um dos alvos da Operação Casmurros.

Sete servidores da secretaria foram presos ou afastados dos cargos. Entre eles, José Queiroz de Oliveira, da Comissão Especial de Transporte Escolar, a mesma citada pelo Governo no relatório do TCU e que acompanhava a “eficácia na prestação do serviço” da Bioética.

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