Os meus olhos, sei te encabulam
Porém, o silêncio não te incomoda
Nesse meio, corações confabulam
E meus braços teu corpo acomoda
Nesse meio, corações confabulam
E meus braços teu corpo acomoda
O que dizer do amor, qual a essência?
Em que palavra inusitada ele reside?
Onde buscar respostas, em qual ciência?
Em quantas partes se compõe ou se divide?
É preciso saber ouvir o amor!
Eu que sempre me soube sedutor
Via-me agora, perplexo e seduzido
E ela tal qual fada, uma adivinha
Socorreu-me em sussurro ao meu ouvido
– Cala tua boca , na minha.
(Emanuel Galvão – Livro Flor Atrevida – Quadrioffice/2007)
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